segunda-feira, 6 de abril de 2015

Afinal, afinal

Dá tau tau na boca. A dizer mal sem ter visto e depois rabugento até gosta. Feio. Já passou. E antes de começar o meu curto elogio a Chappie, deixem só que vos elucide sobre as capacidades representativas de Dev Patel: não estão lá. Ficaram em casa, na gaveta das meias. Chega a desconcentrar. Até os não atores e polémicos Die Antwoord, são mais fáceis de peneirar, dão cor ao filme, carregam-no de cheiros. O outro bilionário é só a boca aberta de espanto. A ver se o moço não se estende mais por estas áreas do sci-fi, torna-se aborrecido. O resto, tem o suficiente e o original para se tornar precioso. Muito denunciado nalgumas curvas mas com suficiente vontade própria noutras: os "pais" de Chappie e o processo de aprendizagem são verdadeiros momentos. Efeitos maravilhosos e a tal metamorfose que Blomkamp tanto gosta, cruzar tudo com tudo, que nem um louco Mendel do cinema. Para mim sim, estás quase perdoado do Cagalheu, agora trás lá o Alien e depois falamos.

Morghulis o forreta

Ele não emprestava nada a ninguém mas o pessoal insistia: vá lá Morghulis!

domingo, 5 de abril de 2015

sábado, 4 de abril de 2015

Parece a máscara da Máscara

Tem escuteiros, tem floresta, tem psicopata, tem armadilhas. Mais um pouco e chamava-se Miguel Ferreira. Welp é assim uma luva perfeita nesta esguia e estonteante obra de arte que chamo corpo. Das terras da Bélgica chega-nos um clássico slasher, com retoques ainda mais clássicos de outras paragens (Haute Tension) e com uma narrativa ainda mais tradicional, para não repetir o clássico. Putos, noite, e um maluco que mata toda a gente das mais diversas formas. Protagonista em contenção, para se estranhar e adivinhar. Pode até ser fácil mas fica depois, através de um duelo bastante interessante, a questão: monstro agora ou monstro sempre? Excelente arranque senhor Jonas, venham mais.

sexta-feira, 3 de abril de 2015

London is the place for me

Foi um mini ciclo de cinema ursos. Primeiro Backcountry, com urso mau, e depois Paddington, com urso bom. É o equilíbrio perfeito e gastroideal para estes dias doces, que exigem balanço, intestinos de fora mas também coração dentro. É a magia de saber programar um bom cartaz, com modéstia e ternura. Quanto ao ursinho que é adoptado e faz malandrice: sim, passa, não tanto pela aventura ou construção dos laços mas pela forma imaginativa como tenta chegar a eles. E isso já é magia. Agora todos a cantar. Maravilha.


Adivinhem lá

Boa noite, é para pedir desculpa à Rosario Dawson. Esqueci-me de facto que é, que és, a senhorita mais bonita do mundo. Dei o título no outro dia à Emma Stone, mas era cedo, e eu não tinha comido. Feita a emenda, Top Five: o filme comeback que todos os aspirantes a filmes comeback deviam ver. Com uma montagem fulgurante e inteligente - uma raridade no género - não se deixa refém desta mesma estética, construindo nos diálogos a saturação da vida; e a quiçá salvação. A calorosa, nos pequenos truques, pequenos momentos - maravilhoso o momento em família e seus tops - ou pequenos objectos que deixamos para trás. Uma das grandes surpresas do ano.